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A defesa da Inglaterra coloca em risco a sequência de vitórias?

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A defesa da Inglaterra coloca em risco a sequência de vitórias?

A equipe de rugby feminino da Inglaterra, conhecida como Red Roses, enfrentou críticas sobre suas capacidades defensivas enquanto se preparava para a decisão do Grand Slam no Seis Nações Feminino em 26 de fevereiro de 2026, contra a França em Bordéus. Após vencer a Itália para estabelecer este confronto crucial, a Inglaterra, campeã mundial e atualmente em uma histórica sequência de 37 vitórias seguidas, havia concedido um total de 76 pontos em seus quatro jogos anteriores, significativamente mais do que os 29 pontos permitidos no mesmo número de partidas no ano anterior.

Em confrontos recentes contra País de Gales e Itália, que não alcançaram as quartas de final da Copa do Mundo de Rugby, a defesa da Inglaterra foi notavelmente desafiada, permitindo nove tries combinados das duas equipes. Enquanto isso, a França, suas rivais pelo título e vice-campeãs do Grand Slam do ano anterior, demonstraram sua capacidade ofensiva ao marcar 69 pontos contra a Escócia, revelando vulnerabilidades na defesa escocesa.

O desempenho da Inglaterra até o momento no campeonato levantou preocupações sobre sua capacidade de manter a sequência de vitórias, já que o técnico John Mitchell lidava com lesões de várias jogadoras, notadamente sem quatro vencedoras da Copa do Mundo por razões pessoais. Como resultado, um total de 30 jogadoras havia atuado, com cinco recebendo suas primeiras seleções. As mudanças incluíram Haineala Lutui, de 19 anos, mudando para a segunda linha, enquanto a flanqueadora Abi Burton preencheu uma posição não habitual.

Mitchell descreveu o estado atual como um período de transição, onde jogadoras mais jovens ainda estão se adaptando a novos papéis. Elas têm uma média de 4,8 pontos a mais concedidos por jogo em comparação ao ano passado, com os tackles perdidos aumentando em 3,45 neste campeonato, indicando um declínio acentuado na eficiência defensiva.

Apesar de conceder mais pontos, a defesa da Inglaterra, supervisionada pela ex-capitã Sarah Hunter, melhorou em algumas métricas, permitindo 1,3 menos quebras de linha por jogo do que no último campeonato. No entanto, lapsos continuaram a custar pontos, sugerindo a necessidade urgente de melhorias ao enfrentar um ataque francês formidável.

À medida que a decisão do Grand Slam se aproximava, o ataque da Inglaterra permanecia formidável, com jogadoras como Ellie Kildunne liderando as estatísticas ofensivas. Os fãs esperavam um jogo de alta pontuação no Stade Atlantique, onde ambas as equipes normalmente prosperam sob pressão, complicando ainda mais o caminho da Inglaterra para manter seu recorde invicto no torneio desde 2018.

Fonte: bbc.com.